Melbourne, 21 de julho de 2014
Segundo dia de conferência inicia com plenária sobre a cura
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Segundo dia de conferência inicia com plenária sobre a cura “Onde estamos agora” foi o nome da plenária que abriu os trabalhos no se- gundo dia de conferência. Com a par- ticipação de Salim S. Abdool Karim, diretor do Centro de Pesquisa do Pro- grama de Aids da África do Sul; de Lydia Mungherera, médica e funda- dora do Mama’s Club Uganda, e Jintanat Ananworanich, pediatra da Cruz Vermelha da Thailândia e pes- quisadora pela cura do HIV, a plenária abordou o atual cenário sobre a im- portância das terapias antirretrovi- rais, que trazem cargas virais indetec- táveis como as pesquisas pela cura. Salim abriu a plenária abordando a, Subsaariana. “É necessário o uso de tecnolo- gias disponíveis para o enfrentamento da epidemia. Utilizar sempre as mesmas ferra- mentas vai levar a uma epidemia estabiliza- da, que gerará altos índices de mortalidade e morbidade”, afirmou. “O uso da PrEP, PEP e TASP aliadas às formas clássicas de preven- ção (preservativos gel lubrificante e seringas descartáveis) e ao combate ao estigma e dis- criminação são os instrumentos necessários para derrubar a epidemia e a mortalidade as- sociada”, completou. Após Salim, foi a vez de Lydia Mungherera. Ela, emocionada, fez um apelo à falta de me- dicamentos na Uganda. “Não há medicamen- tos para todos. Todos nós precisamos de na-
importância do foco nas popula- ções-chave. Ele afirmou que a e- pidemia está di- minuindo, mas cresce em popu- lação-chave em todo o planeta, principalmente nos Estados Uni- dos, no Brasil, na Austrália e como continente euro- peu, como tam- bém na África
tirretrovirais para ter qualidade de vida. Além de médica, sou soropositiva. É ne- cessário que todos se conscientize da importância da terapia antirretroviral para que, além de se cuidar, não tenha- mos mais novos casos”, afirmou. Cada vez há mais pesquisas centradas na cura da infecção pelo HIV. Diferentes frentes vêm sido desenvolvidas, como a pesquisa sobre latência do vírus HIV e supressão de receptores de membrana, utilização de anticorpos para neutraliza- ção do vírus. Ananworanich abordou o caso da criança que reincidiu o HIV a- pós ser considerada curada por trans- plante. “O retorno do vírus não quis di- zer um fracasso na experiência, ainda mesmo porque a criança ficou um gran- de período com carga viral indetectável. A experiência nos mostrou que o transplante é caminho para continuar- mos as pesquisas e novas formas de tratamento”, afirmou a pediatra.
Entre as pesquisa apresentadas foram com pessoas com HIV sobre o que significaria a cura da infecção pelo HIV, como não trans- mitir HIV para outras pessoas, ter organismo livre da infecção, o sistema imunológico res- tituído e funcionando normalmente e a pos- sibilidade de não precisar de tomar mais na- tirretrovirais. Outra técnica que tem sido uti- lizada é de estimular o reservatório onde o vírus fica escondido no organismo para que ele possa sair e o medicamento agir com maior eficiência. O con-senso da sociedade científica é de que não estamos longe de u- ma possível cura da aids. “As experiências relatadas de tratamento a- presentaram resultados são promissores, e espera-se que estas frentes inovadoras de pesquisa tragam novas possibilidades de controle da infecção pelo HIV”, comentou o diretor do Departamento de DST, Aids e He- patites Virais, Fábio Mesquita, ao finalizar a plenária.
importância do foco nas popula- ções-chave. Ele afirmou que a e- pidemia está di- minuindo, mas cresce em popu- lação-chave em todo o planeta, principalmente nos Estados Uni- dos, no Brasil, na Austrália e como continente euro- peu, como tam- bém na África
tirretrovirais para ter qualidade de vida. Além de médica, sou soropositiva. É ne- cessário que todos se conscientize da importância da terapia antirretroviral para que, além de se cuidar, não tenha- mos mais novos casos”, afirmou. Cada vez há mais pesquisas centradas na cura da infecção pelo HIV. Diferentes frentes vêm sido desenvolvidas, como a pesquisa sobre latência do vírus HIV e supressão de receptores de membrana, utilização de anticorpos para neutraliza- ção do vírus. Ananworanich abordou o caso da criança que reincidiu o HIV a- pós ser considerada curada por trans- plante. “O retorno do vírus não quis di- zer um fracasso na experiência, ainda mesmo porque a criança ficou um gran- de período com carga viral indetectável. A experiência nos mostrou que o transplante é caminho para continuar- mos as pesquisas e novas formas de tratamento”, afirmou a pediatra.
Entre as pesquisa apresentadas foram com pessoas com HIV sobre o que significaria a cura da infecção pelo HIV, como não trans- mitir HIV para outras pessoas, ter organismo livre da infecção, o sistema imunológico res- tituído e funcionando normalmente e a pos- sibilidade de não precisar de tomar mais na- tirretrovirais. Outra técnica que tem sido uti- lizada é de estimular o reservatório onde o vírus fica escondido no organismo para que ele possa sair e o medicamento agir com maior eficiência. O con-senso da sociedade científica é de que não estamos longe de u- ma possível cura da aids. “As experiências relatadas de tratamento a- presentaram resultados são promissores, e espera-se que estas frentes inovadoras de pesquisa tragam novas possibilidades de controle da infecção pelo HIV”, comentou o diretor do Departamento de DST, Aids e He- patites Virais, Fábio Mesquita, ao finalizar a plenária.
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FONTE: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3169769178518898026#editor/src=dashboard