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4 de outubro de 2014

Yelling Cat

"MINHA ESCOLA, NOSSA ESCOLA: "E.E. BOM PASTOR II"- UMA ESCOLA QUE PLANTA LABOR E SEMEIA O AMOR"



FORMAÇÃO DOCENTE, PARCERIAS E INTERCÂMBIO ENTRE A ESCOLA E COMUNIDADE: FATORES PARA UMA TRANSFORMAÇÃO SÓCIO CULTURAL”.
 MODELO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO.

         ”Os saberes e o fazer pedagógico” (Freire, 2000), o autor propõe práticas a partir de um trabalho pautado nas relações da pessoa humana e as ações de interpessoalidade presente em qualquer grupo social e formas para utilizar essas relações em grupos de estudos onde as múltiplas aprendizagens são todas compartilhadas e ouvidas pelos professores a fim de socializar essas informações dentro dos principais conteúdos que necessitam ser apreendidos pelos alunos.


         Para tal abordagem o professor deve saber da importância da co-responsabilidade de sua formação docente saber qual a melhor forma para atuar no mundo altamente visual, onde aulas de ordem expositivas já não são mais interessantes aos alunos desse século, e não é mais referência de modismo pedagógico para o perfil social exigido na escola atual.


              Nesse aspecto podemos concluir por meio dos excelentes projetos e atividades realizadas na  e para á escola, que nossa escola é um grande exemplo de profissionais ( equipe gestão, funcionários, discentes colaboradores, serventes, inspetores, secretários, docentes sem discriminação alguma a rótulos) muito empenhados, e dedicados na qualidade da Educação nas diferentes modalidades do conhecimento. 


             É fato que o professor que estiver sempre se atualizando, interagindo com seus pares sobre conteúdos de sua disciplina, participando de fóruns, workshops, realiza leituras regularmente, faz cursos de formação e capacitação em diferentes temas ligados á sua graduação, entre outras possibilidades de aprendizagens, com efeito, esses professores terão maiores chances de realizarem seu trabalho com maior desempenho e objetividade pedagógica, conforme declara LEAL (2004,p.21):

“Saber”-fazer é sobre tudo saber SER um educador, todos os dias, de qualquer modo, de todos os jeitos, assumindo o compromisso de formar alunos para serem sujeitos, participantes e autores da história: “é necessário não só conhecer a ciência, mas ter alma de educador, voltando-se para a vida e para as utopias”.  


        Contrapondo nossas concepções ás de LEAL (2004, p.2), pois não é sempre que podemos realizar nossas funções de encerrar as atividades do dia com um final feliz, pois há dias em que as coisas não acontecem da maneira como planejamos, por isso é sempre necessário poder contar com a participação da comunidade dentro do universo escolar, pois a parceria com os pais é uma das características principais de uma gestão democrática e comprometida com sua clientela, e qualidade da Educação de sua unidade escolar.


         Entretanto, apesar de contarmos com algumas classes numerosas, o corpo docente é muito unido e compromissado com a aprendizagem dos alunos e os projetos sempre somam novas expectativas em relação aos conteúdos interdisciplinares, fato esse, que acreditamos não oportunizar momentos ócios e propício ás indisciplinas, mesmo assim pais voluntários sempre estão dispostos a colaborar com a escola, principalmente quando existem propostas envolvendo atividades abertas a comunidade extraescolar.


        Ao trabalharmos com comunidades situadas na periferia e carentes de muitas necessidades básicas, literalmente á vida: saúde, água, lazer, transporte, moradias, e, como boa parte dos alunos recebem o auxílio “Bolsa Família do Governo Federal” contamos com boa frequência e compromisso dos pais em relação ás atividades de lições de casa, solicitação de livros para leituras na biblioteca, comparecimento dos pais quando solicitados, e projetos são sempre bem aceitos, sendo destaque a festa junina, a Festa das Nações, Semana da criança, e o Halloween.


TARDIF (2002, p. 128) propõe uma pedagogia que priorize a “tecnologia da interação humana, colocando em evidência, ao mesmo tempo, a questão das dimensões epistemológicas e éticas”, apoiada necessariamente em uma visão de mundo, de homem e sociedade.



          Nesse sentido, uma prática pedagógica precisa ter dinâmica própria, que lhe permita o exercício do pensamento reflexivo, conduza a uma visão política de cidadania e que seja capaz de integrar a arte, a cultura, os valores e a interação, propiciando, assim, a recuperação da autonomia, e isso, percebemos no grande número de público presente nos eventos promovidos pela escola principalmente nesses projetos que já são marcas registradas do Projeto pedagógico da Unidade Escolar.


               Em relação as atividade para melhoria da qualidade de vida da comunidade escolar outros projetos são realizados visando alertar pais e alunas sobre riscos de gravidez na adolescência (Palestras), Teatros, Visitas a Museus, Projetos Interdisciplinares,  Programa escola da família; onde acontecem inúmeros outros projetos visando um comprometimento moral e intelectual dos envolvidos (alunos, professores, gestores e comunidade). São oferecidos pela gestão da escola, universitários do PROUNI, Amigos da Escola e universidades conveniadas ao projeto, portanto a escola funciona de segunda a segunda, e a procura por cursos sempre acontece, com demanda muito positiva, correndo muitas vezes até fila de espera para cadastros reservas nos cursos.



A noção de sujeito passa a implicar, dessa forma, a premissa de lugar institucional, a partir do qual ele pode ser regionalizado no mundo; sujeito (sempre) institucional, portanto. Ele é estudante de determinada escola, aluno de certo(s) professor (es), filho de uma família específica, integrante de uma classe social, cidadão de um país, e assim por diante.  Guimarães (1996b)



             Outro ponto de destaque relevante é a conscientização dos pais em relação á vida escolar dos filhos, e a cobrança de comportamentos adequados á uma sala de aula, uniforme sempre cobrado e exigido, além de cobranças á direção sobre faltas de professores, mas como temos vários casos por motivos de saúde, reuniões são realizadas com a direção escolar e a comissão de pais para esclarecer ás famílias sobre os casos de professores ausentes, mas sempre existem professores disponíveis para substituir as faltas desses.


         A integração escola – posto de saúde também  auxilia muito nosso público alvo, pois as crianças são encaminhadas e assistidas regularmente em  todos os sentidos, inclusive aos sábados.


         Entretanto nem tudo são flores, há problemas com drogas, bullying, violência física, não realização das atividades propostas e indisciplinas, porém contamos com câmeras em todas as salas de aulas, o que favorece a imediata presença de  um dos gestores para auxiliar professores e alunos na resolução de problemas disciplinares, em casos de conflitos em âmbito de violência, repúdio, constrangimento, ou discriminação, entra em ação o professor mediador.                            


       Esse trabalho é efetuado pelo professor mediador de conflitos em busca de mudanças no comportamento dos alunos por meio do diálogo constante, orientação sobre as normas regimentais da unidade escolar com abordagens contextualizadas.


          Quando necessário o professor medidor de conflitos, convida os pais por meio de solicitação via telefone e/ ou comunicado levado pelo aluno.  O aluno com advertência só retorna á classe quando se sentir pronto para pedir desculpas á professora e aos colegas da classe pelo infortúnio causado por não saber como se comportar dentro da sala de aula. Portanto, acreditamos que estamos caminhando em direção aos três temas propostos para cumprirmos com nossa missão de acordo de garantir a cidadania de todos.


           Baseado  nas informações coletadas, e nas atividades de intercâmbio promovidas, A integração escola – posto de saúde também auxilia muito nosso público alvo, pois as crianças são encaminhadas e assistidas regularmente em todos os sentidos, inclusive aos sábados, podemos dizer que essa escola ainda será um grande modelo em Educação.


       Dessa forma acreditamos que nosso trabalho tem contribuído muito á formação de jovens conscientes, críticos e capazes de transformar não somente o local onde estão inseridos, bem como a sociedade além da vida intra-escolar. 


                REFERÊNCIAS

F FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000. 

GUIMARÃES, A. Indisciplina e violência: a ambigüidade dos conflitos na escola.
Indisciplina na escola. São Paulo: Summus, 1996.

LEAL, Leiva de Figueiredo Viana. Sujeito letrado, sujeito total: implicações para e letramento escolar. In: Letramento: significado e tendências. (orgs.) Maria Cristina de Mello e Amélia Escotto do Amaral Ribeiro , Rio de Janeiro, WAK,2004.

PERRENOUD, Philippe. Práticas pedagógicas, profissão docente e formação. Perspectivas sociológicas. Lisboa: Dom Quixote, 1993.

TARDIF, Maurice. Saberes Docentes e Formação Profissional. 3.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002.






















1 de outubro de 2014

“LITERATURA: CONCEITOS, REFLEXÕES E ABORDAGEM DE ENSINO”.



                            “LITERATURA: CONCEITOS, REFLEXÕES E ABORDAGEM DE ENSINO”


                  A literatura é a arte de expressar a vida em sociedade, e a interpretação que essa sociedade tem em relação ao mundo, estabelecendo um diálogo constante a partir da leitura de mundo e a análise que fazemos de um determinado objeto, numa determinada época, contexto social, local, estado psicológico/ emocional, entre outros aspectos.

               A literatura também é uma manifestação artística e como arte sua matéria prima é a maneira como utilizamos as palavras (seleção, organização, sonorização, manipulação, etc.) dando forma e vida ao texto pelo qual enxergamos a vida; exercendo o domínio de adentrar no mais íntimo do nosso ser e provocar profundas mudanças comportamentais, sentimentais, sociais, políticas, enfim ela consegue ultrapassar os limites da razão e ir além da nossa imaginação tornando o que para muitos é impossível em possibilidades reais.

         Na produção de um texto literário, o escritor se deixa envolver, pelo real, imaginário, o presente, o passado, o futuro, pela beleza das palavras e vai articulando-as aqui e ali explorando os níveis semântico, fonético e sintático, afim de que essas venham produzir o efeito de sentido desejado para dar significado ao leitor desejado ou imaginado.

        Tal complexidade de definições para a palavra literatura, não consiste numa tarefa tão complicada e nem tão fácil assim para ser ensinada aos alunos. O professor deve primeiramente ser um bom leitor (ele precisa gostar de ler e saber ler para seus alunos), precisa também exercitar o poder da sedução, da imaginação, do gostinho do “quero mais” para que seus alunos se identifiquem com o texto abordado, ou seja; o texto tem que exercer uma significação para o aluno, para que ele não se sinta obrigado a ler, mas que essa leitura seja prazerosa, incansável e desejada.

            Antes de selecionar ou indicar a leitura de clássicos literários temos que ter em mente que os textos literários podem ser comparados a uma obra abstrata podendo ter inúmeras interpretações, devemos ter conhecimento sobre os títulos/ temas (obras e autores) sugeridos, para que possamos dialogar com os alunos, autores, texto, personagens, o contexto social, características da obra, temas abordados pelos autores, a biografia do autor, a linguagem utilizada em suas obras, enfim uma série de elementos que poderão ser utilizados como provocação (não memorização de estilos de épocas, sem acrescentar um significado) durante uma aula de leitura e provavelmente possibilitarão o estímulo à leitura e encontrar novas descobertas sobre as obras/ personagens tanto para o aluno quanto para o professor.

             Sabendo-se que as aulas de literatura devem ter como função principal o estudo da própria literatura, o professor deve centrar suas preocupações pedagógicas nesse sentido, para com os estudos das obras literárias, situando-as a cada momento da vida escolar do aluno (por exemplo: não há sentido em solicitar a leitura de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” para alunos do sexto ano, pois não há consonância entre os aspectos linguísticos/ textuais da obra com o currículo da série em questão), criando estímulos na apresentação de uma determinada obra literária e deixar que seus alunos possam ter a liberdade de escolher a leitura com a qual o aluno identifique-se, se encontre enquanto leitor, ou dizendo de outro modo; como defende Todorov (1969), “permitir que o aluno encontre um sentido para sua vida nas obras que lê, ou seja, que estabeleça relações com o mundo, com o contexto social, cultural, que permita questionar o mundo e se questionar, para que possa buscar suas respostas”.                            

           Assim sendo, uma vez conquistada a função leitor, com a mediação do professor na seleção dos clássicos literários adequados a faixa etária/nível/ciclo, os alunos por si só vão aprendendo a direcionar suas leituras para os clássicos literários e tomarão posse dos legados constituídos por grandes célebres da nossa história literária.


REFERÊNCIAS

·         ALMEIDA, F. J. de. Programa Aprender em Parceria: guia de implementação local. São Paulo: Microsoft Educação, 2005.
·         ______. Educação à distância: formação de professores em ambientes virtuais e colaborativos de aprendizagem. Projeto Nave. São Paulo: [s.n.], 2001.
·         ______. ALMEIDA, M. E. B. Tecnologia e educação à distância: abordagens e contribuições dos ambientes digitais e interativos de aprendizagem. In: 26ª Reunião da ANPED – Associação Nacional de Pesquisa em Educação, Poços de Caldas, 2003.
·         FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 35. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
·         ______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 30. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
·         FRANCO, M. G. et al. A formação de professores em parceria apoiada por objetos digitais de aprendizagem. São Paulo: [Mimeo], 2007.
·         HARGREAVES, A. O ensino como profissão paradoxal. Revista Pátio, Porto Alegre: ano IV, n. 16, fev./abr. 2001.
·         MASETTO, M. T. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: BEHRENS, M. A.; MASETTO, M. T.; MORAN, J. M. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 12. ed. Campinas: Papirus, 2000.
·         PERRENOUD, P. Dez novas competências para uma nova profissão. Revista Pátio, Porto Alegre: ano V, n. 17, maio/jul. 2001.
·         MORAN, J. M. Novos espaços de atuação do professor com as tecnologias. São Paulo: Papirus, 2004.
·         PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
·         LÉVY, P. A tecnologias da inteligência. São Paulo: Ed. 34, 1995.














A UTILIZAÇÃO DO HUMOR NA APRENDIZAGEM: O GÊNERO CHARGES”


SEQUÊNCIA DIDÁTICA DE LÍNGUA PORTUGUESA

TÍTULO: “A UTILIZAÇÃO DO HUMOR NA APRENDIZAGEM: O GÊNERO CHARGES”


PÚBLICO ALVO: NONO ANO ENSINO FUNDAMENTAL DO CICLO II


DURAÇÃO: 10 AULAS


JUSTIFICATIVA

Segundo John Berger (crítico de arte, historiador e romancista), o olhar chega antes da palavra, ou seja, os seres humanos, antes de aprender a falar, comunicam-se pela visão. Assim, olhar é um ato de escolha. A percepção de qualquer imagem é afetada pelo que sabemos ou pelo que acreditamos. Com isso, pode-se entender que toda imagem incorpora uma forma de ver.  Em atividades pedagógicas com o uso de imagens deve-se avaliar a importância da influência ideológica que as aplicam, em que o próprio processo de cognição e codificação da história seja o viés pelo qual os alunos, enquanto sujeitos do conhecimento, entendam que também são atores sociais e tomem consciência de seus atos, uma vez que “a ideologia é uma representação da relação imaginária dos indivíduos com suas condições reais de existência” (ALTHUSSER 1996).

A utilização de linguagens diferenciadas proporcionadas pelo gênero das charges pode levar o aluno a um processo de aprendizagem mais interativo, prazeroso, que tenha significado, que lhe dê condições de se posicionar criticamente frente a questões e os diversos problemas sociais. Dessa forma, entendendo que diversos tipos de textos podem ser explorados por meio gênero charges, optou-se pelo mesmo, para o desenvolvimento da presente Sequência Didática.


OBJETIVOS GERAIS

- Levar o aluno a entender os processos de construção do gênero charge; 

- Fazer com que o aluno perceba a intencionalidade presente no gênero charge;

- Compreender os significados do gênero charge, as situações de produção e seus vários suportes;

- Fazer com que o aluno perceba a intertextualidade presente no gênero charge por meio da relação verbal e não verbal;

- Levar o aluno a reflexão sobre fatos do cotidiano auxiliando na formação de opinião;

- Aguçar e desenvolver habilidades que possibilitem despertar a visão crítica dos alunos;

- Levar os alunos a construção de charges sobre o cotidiano da sociedade,

-Oportunizar momentos para discussão a fim de que os alunos possam inferir conceitos por meio da interpretação das charges.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Fazer com que os alunos saibam identificar o gênero charge e a sua função textual;

- Fazer com que os alunos possam produzir diferentes tipos de textos, a partir da interpretação do gênero charge contextualizado em práticas de leitura e escrita,

- Sensibilizar os alunos para não aceitar qualquer tipo de discriminação ou preconceito


CONHECIMENTOS PRÉVIOS

Para a realização da Sequência didática o professor deverá em primeiro lugar estabelecer acordos com a turma sobre o trabalho a ser realizado e o porquê desse trabalho, em segundo lugar realizar discussões acerca das leituras que serão abordadas para cada etapa de realização do trabalho, e em seguida fazer uma revisão geral sobre o que é Linguagem, Linguagem Verbal e Linguagem Nominal, Frases Verbais e Nominais, Os elementos estruturais de um texto dissertativo argumentativo, O que é preconceito? Tipos de Preconceito, Bullyng, Valores, Diversidades Culturais, e outras que o professor considerar necessário, de acordo com o perfil da turma.

 CONTEÚDOS DESENVOLVIDOS

Gênero Charges, As Figuras de Linguagem, Denotação e Conotação, Linguagem Verbal e Não Verbal, Verbos, Leitura, Escrita, Interpretação de textos, diferentes tipos textuais, Adjetivos, Coerência e Coesão.

 METODOLOGIA

A presente Sequência Didática será aplicada por meio de etapas da aprendizagem levando-se em consideração os conhecimentos prévios apresentados pelos alunos, desenvolvimento dos conteúdos do caderno do professor e aluno conforme currículo oficial do Estado de São Paulo e a utilização dos diferentes tipos de textos envolvendo língua e linguagem, práticas de escrita e oralidade. Os autores referentes ao estudo realizado para produção estão indicados ao final dessa.  

 MATERIAIS OU RECURSOS UTILIZADOS

Para o desenvolvimento da Sequência Didática serão utilizados os seguintes recursos: livro didático, livros paradidáticos sobre charges, CDs e DVDs, computador, filmes, fragmentos de textos, aparelho de som, aparelho de DVD, cartazes data show, máquina fotográfica, imagens e desenhos sobre as charges, folha de almaço e folhas de sulfites branco tamanho A4, suporte para pendurar pôsteres, pôsteres com imagens pré- definidas, lápis de cor, lápis, preto e régua.

 AVALIAÇÃO

No processo da avaliação é importante que o professor considere o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto, as hipóteses de aprendizagens apresentadas durante cada etapa da Sequência Didática (doravante determinada pela sigla SD), os domínios dos alunos e a relação que os mesmos estabelecem com as mudanças que ocorrem no processo de ensino e aprendizagem. O professor deve também identificar a apreensão dos conteúdos, noções, conceitos, procedimentos e atitudes como conquistas, comparando o antes, o durante e o depois e sempre considerar os avanços dos alunos. Portanto, cada aluno será avaliado através da participação em sala de aula e em trabalhos diversos relacionados às etapas da SD, bem como a interpretação e produção crítica de textos, trabalhos individuais e coletivos, apresentações individuais, dinâmica de grupo e uma autoavaliação ao final da SD, entende-se que a assiduidade é fundamental para o sucesso e conquistas dos objetivos desejados com a aplicação da SD.

 PRODUTO FINAL

Ao final da aplicação da Sequência Didática os alunos deverão:

1- Produzir um artigo de opinião segundo a reflexão que eles fizeram sobre preconceito e discriminação.

2- Criar uma charge para contextualizar e ilustrar a ideia que eles quiseram passar sobre o texto elaborado.

 DESENVOLVIMENTO: OFICINA INICIAL

 Prezado Professor (a);

 Tendo realizado a atividade acerca dos conhecimentos prévios faça uma sondagem inicial para levantamento das questões que serão abordadas e saber o que os seus alunos já sabem sobre o Gênero Charge. Seguem abaixo algumas perguntas sobre o assunto que poderão servir de apoio para auxiliar o seu trabalho o é ideal que você vá perguntando e de acordo com as perguntas vá solicitando a resposta de aluno por aluno. Depois vá escrevendo e pontuando as respostas em uma sequência de papel pardo afixado na lousa.Exemplos: Vocês já viram uma Charge? Onde? Como são as imagens apresentadas nas Charges?  Pergunte o que eles acham desse gênero, se gostam ou não gostam? Por quê? Sobre o que elas reportam/ falam? Quais tipos de assuntos são comuns nas charges? Qual a finalidade de uma charge? Que tipo de linguagem são utilizadas nas charges, a linguagem verbal, a não verbal, ou as duas? (Peça para que eles justifiquem as respostas), Quais as cores predominantes nas charges, coloridas ou em preto e branco? Por quê? Quais os locais de circulação das charges? 

 SEGUNDA OFICINA

Prezado Professor (a);

Observe as respostas apresentadas e peçam e que eles também observem e se alguém descobriu algo novo que queira apontar sobre alguma pergunta, caso apareça complemente. Agora retire o papel almaço da lousa, enrole-o e guarde-o para a terceira etapa da Sequência Didática. A seguir leve-os a sala de informática, retome os combinados, solicite para sentarem duplas e esclareça que essa etapa será composta de cópia das questões da lousa para o caderno deles, pesquisas e anotações de respostas das pesquisas, escreva as perguntas na lousa conforme ás questões elencadas na primeira etapa da Sequência Didática, preferencialmente, em letra de forma, para evitar dispersões. Após todos terem copiado as questões nos cadernos, indique os sites e links para pesquisas na lousa e solicite que iniciem as pesquisas.   

 TERCEIRA OFICINA

Prezado Professor (a);

Para essa etapa você precisará levar aquele papel pardo contendo a etapa inicial da Sequência Didática. Afixe-o na lousa novamente e peçam para eles compararem o que eles perceberam de diferenças entre o que eles escreveram e a pesquisa realizada, o que deve permanecer, o que deve ser excluído e o que deve ser acrescentado. Divida-os em grupos de cinco alunos, distribua para cada grupo; um papel pardo, régua, lápis de cor, canetinhas, folhas de sulfite, e uma folha contendo três ou quatro perguntas as quais foram alvo da pesquisa e da sondagem. Solicite que façam margens na folha de papel pardo nas medidas de 3cm x 3cm, dividam o sulfite em quatro partes iguais, escrevam e enumerem as perguntas, observem a folha de papel pardo afixado na lousa e depois de discutirem as respostas transcrevam-nas nas folhas que receberam. Lembrando que eles estarão sendo avaliados pela participação em equipe e individual. Recolha a atividade e guarde para posterior correção e devolutiva aos alunos. 

 QUARTA OFICINA

Prezado Professor (a);

Leve para sala de aula; livros paradidáticos, jornais, revistas, gibis e outros contendo o gênero charges. Solicite que manuseiem diferentes suportes de leituras e observem em quais deles aparecem o gênero charges, assim que encontrarem páginas contendo o gênero os alunos um a um devem ir até a mesa do professor e você fará as intervenções com o objetivo de saber se eles estão conseguindo entender as características do gênero. Terminando essa etapa, faça as suas anotações sobre a aula e pontue as dificuldades apresentadas pelos alunos. Compare os textos apresentados na terceira etapa, faca as correções e explicite as habilidades e características não compreendidas sobre o gênero.

 QUINTA OFICINA

Prezado Professor (a);

Para essa etapa você já deve ter solicitado ao coordenador pedagógico de sua escola a confecção dos pôsteres contendo o gênero charges para apreciação e discussão com a turma, então leve- os para a sala e afixe os num suporte ao centro da lousa para que todos possam ter uma boa visão dos mesmos.  Primeiramente apresente o pôster de número 1. Vamos lá!!!

                                                       POSTER 01

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 Agora introduza perguntas sobre a imagem apresentada. Segue abaixo algumas sugestões:

Quais as cores utilizadas no texto? Quantos personagens há no texto? Qual a relação e o tamanho das personagens? Qual a linguagem predominante a verbal ou a não verbal?  O que significam os balõezinhos com os textos apresentados?Qual o nome que poderíamos dar ao ser maior apresentado na figura e quais são as suas características? Que palavras aparecem no texto? Indague se eles conhecem os significados das seguintes palavras: preconceito, intransigência e homofobia (Esclareça as dúvidas para facilitar a compreensão), Que símbolo o SR Preconceito tem no braço direito e por qual motivo? Qual a reação dos outros dois personagens diante do "SR Preconceito" ? O que o “SR Preconceito” traz na mão esquerda e por qual motivo esse instrumento é tão grande?  Qual a relação da fala contida nos balõezinhos e esse instrumento? Qual é o significado da cor vermelha dentro do contexto da figura?  Agora interrogue- os se eles reconhecem esse gênero textual? O que mais eles sabem sobre o gênero? Será que são capazes de apontar as características do gênero dentro da imagem e comprovarem se as respostas apresentadas conferem com o gênero? Pergunte- lhes se eles reconhecem esse gênero textual? O que mais eles sabem sobre o gênero?  Solicite para que eles verifiquem as ações que estão sendo retratadas. Qual é a principal? E quais são as secundárias? Como se interligam? Pergunte-lhes se serão capazes de apontar as características do gênero dentro da imagem.  Questione se são capazes de identificar o que está no centro e à frente da figura, argumente como dica que; geralmente é o que o autor quis destacar. Solicite que eles observem as expressões faciais e atitudes dos personagens, pois cada movimento, cada detalhe pode revelar muito da obra e da intenção do autor. Qual é o seria o tema do pôster? Qual seria o título do pôster? O que o autor quis representar? Ao final, observe as respostas, pontue- as na lousa por escrito, e compartilhadamente construam as repostas e peça para eles copiarem as respostas em seus cadernos. Verifique se todos copiaram, viste os cadernos e coloque a data atribuindo um elogio para que eles não se sintam desmotivados a seguir a próxima etapa.

 SEXTA OFICINA

Prezado Professor (a);

Agora nessa etapa você deverá afixar o pôster de número 02 num suporte ao centro da lousa para que todos possam ter uma boa visão do mesmo. Vamos lá!!!


                                                POSTER Nº 02

  Charge: Carlos Latuff, acesso em 05-10-14, ás 05h:56min.
 Após ter fixado o pôster no centro da lousa, inicie novamente os questionamentos sobre a imagem apresentada no pôster 02 Seguem abaixo algumas sugestões: Quais as cores utilizadas no texto? Quantos personagens há no texto? Qual a relação e o tamanho das personagens? Qual a linguagem predominante a verbal ou a não verbal?  O que significa o balãozinho e a relação do mesmo com texto apresentado?Qual o nome que poderíamos dar ao ser maior apresentado na figura e quais são as suas características? Aparecem palavras soltas no texto? Pergunte-lhes se as palavras: preconceito, intransigência e homofobia, apresentadas no pôster 01 poderiam ser aplicadas nesse pôster também?  Por quê? Que símbolo o “SR Nazista” tem no centro do peito e por qual motivo? Qual a reação do outro personagem diante do “SR Nazista”? O que o “SR Nazista” traz na mão direita e por qual motivo esse instrumento é tão grande? Qual a relação da fala contida no balãozinho e esse instrumento? Qual é o significado da cor preta dentro do contexto da figura? Agora pergunte- lhes se eles reconhecem esse gênero textual? O que mais eles sabem sobre o gênero?  Solicite para que eles verifiquem as ações que estão sendo retratadas. Qual é a principal? E quais são as secundárias? Como se interligam? Pergunte-lhes se são capazes de apontar as características do gênero dentro da imagem.  Pergunte se são capazes de identificar o que está no centro e à frente da figura, argumente como dica que; geralmente é o que o autor quis destacar. Solicite que eles observem as expressões faciais e atitudes dos personagens, pois cada movimento, cada detalhe pode revelar muito da obra e da intenção do autor. Qual é o seria o tema do pôster? O que o autor quis representar? Como eles podem comprovar se as respostas apresentadas conferem com o gênero?  Pergunte se algum aluno já viu um fato parecido com o apresentado no pôster?  Qual a relação que existe entre o pôster 01 e o pôster 02 e Por quê?  Quais as semelhanças e as diferenças? Ao final observe as respostas, pontue- as na lousa por escrito, e compartilhadamente construam as repostas corretas e peça para eles copiarem as respostas em seus cadernos. Verifique se todos copiaram, viste os cadernos e coloque a data atribuindo um elogio para que eles não se sintam desmotivados a seguir a próxima etapa.

 SÉTIMA OFICINA

Prezado Professor (a);

 Para essa etapa você já deve ter solicitado o agendamento para sala de vídeo com seu Coordenador Pedagógico a fim de garantir o sucesso da continuidade de sua Sequência Didática. Sendo assim, de posse do vídeo em mãos, mostre aos alunos a capa do vídeo, fale sobre o título, pergunte-lhes o que eles esperam de um filme com aquele título e por quê? Quem é o autor do filme, quando foi produzido, que outros filmes foram produzidos pelo autor? Qual dos alunos já assistiu ao filme antes? (Se alguém disser que já assistiu, peça para não comentar nada sobre o filme nesse momento, pois haverá um momento para discussões após a apresentação do vídeo).  Segue a indicação de sugestão de filme: “Pro dia nascer feliz”.

Direcão: João Jardim

Diário de observação do adolescente.

O adolescente, com suas angústias e inquietações, e, em especial, a maneira como ele se relaciona com um ambiente fundamental em sua formação -- a escola -- é o foco central de investigação de Pro Dia Nascer Feliz, o segundo longa-metragem de João Jardim, diretor do cultuado documentário Janela da Alma que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. O filme é produzido pelo diretor em conjunto com o experiente produtor Flavio R. Tambellini. 

www.prodianascerfeliz.com acesso em 05-10-12 ás 07: 48min

Categoria: Entretenimento

Licença: Licença padrão do YouTube

Resumo: Documentário sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.Categoria: Entretenimento

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Resumo: Documentário sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois renomados colégios particulares, um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro.

 OITAVA OFICINA

Prezado Professor (a);

Momento da discussão e intertextualidade entre o filme e os pôsteres apresentados.

Para essa etapa a sugestão criar um momento para debates sobre o tema principal enfocado nas charges e no filme apresentado. Elabore um roteiro de questões sobre o conteúdo apresentado em cada etapa e proponha o debate. Não se esqueça de estabelecer as regras e os combinados para obter pleno êxito na situação de aprendizagem. Faça as intervenções necessárias para que todos possam compreender o objetivo principal da Sequência Didática apresentada e o reconhecimento do gênero charges. Ao final solicite umrelatório de cada grupo sobre o que eles compreenderão sobre o Gênero Charges e suas características. Recolha as atividades e guarde-as para posterior correção e devolutiva. OBS: Não se esqueça de fotografar a apresentação do debate e outros momentos que considerar de grande relevância durante a aplicação da SD.

 NONA OFICINA

Prezado Professor (a);

Entregue as atividades corrigidas e faça uma análise e reflexão compartilhada sobre os possíveis erros ainda remanescentes. Esclareça possíveis dúvidas e elimine-as por completo.  Construa a definição do gênero de forma compartilhada e escreva numa folha de papel pardo e cole no Mural da sala de aula. Reúna os alunos novamente em grupos de até quatro pessoas, distribua os materiais necessários (lápis preto, lápis coloridos, folha de sulfite, cartolinas, réguas, borrachas, revistas, jornais, textos, e imagens que julgar necessárias) logo em seguida, estabeleça novamente os contratos para os trabalhos em equipe, promova o trabalho de confecção de uma charge referente ao tema estudado nas etapas anteriores e a apresentação do filme , mas diga que não pode ser cópias das imagens que eles viram, devem ser criações exclusivas e contendo textos próprios. Ao final escrever um texto contendo quinze linhas para explicar a interpretação do assunto abordado na charge.

                                     CONSTRUINDO O CONCEITO

Professor (a): Os alunos precisam saber que a charge necessita da compreensão de um fato anterior que dê sentido e significado a sua elaboração (cores, imagens, texto verbal ou não verbal, expressões, entre outros elementos que a caracterizam). CHARGE: É um desenho humorístico, com ou sem legenda, ou balão encontrado em jornais, revistas, televisão, tendo como tema algum acontecimento atual. Tem como finalidade criticar humoristicamente fatos políticos e sociais. Para compreendê-la, o leitor deve conhecer o assunto da charge. As características das pessoas são quase sempre exageradas para despertar o humor.

 DÉCIMA OFICINA

Prezado Professor (a);

 Chegamos à etapa final Da Sequência Didática. Esse é o momento da produção de texto dissertativo argumentativo. Esclareça dúvidas sobre tema, título, pessoas do discurso, os conectivos utilizados num artigo de opinião, como construir a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.  Fale sobre a norma padrão da Língua, o que é permitido e negado em textos dessa categoria. Agora construa uma dissertação argumentativa compartilhada e com a cooperação de toda classe, sobre o assunto da charge número 01. Feito isso, entregue uma folha de papel almaço a cada aluno e solicite que produzam seus textos para avaliação individual e pontual.  Explique a importância do rascunho inicialmente e depois a produção original da dissertação, sem emendas rasura, ou entrega de atividade sem colocar o nome completo e sem abreviar principalmente e sobrenome, o número de chamada, a sala, o título da redação e solicite para que eles leiam suas produções antes de entregarem ao professor (a). Após a entrega de todas as dissertações distribua a folha de autoavaliação da Sequência Didática. Segue abaixo sugestão de questões que podem compor a avaliação final da SD.


1. O que você achou da Sequência Didática:

 “A UTILIZAÇÃO DO HUMOR NA APRENDIZAGEM: O GÊNERO CHARGES” ? 

Escreva um texto utilizando cinco ou mais linhas:

2. Avalie sua participação.

(   ) participei de todos os momentos da pesquisa dividindo as responsabilidades do trabalho com os colegas.

(   ) participei dos trabalhos, mas não realizei tudo o que podia, deixei que meus colegas fizessem a parte maior.

(   ) tive dificuldade de me relacionar com o grupo.

(   ) desenvolvi um bom convívio com o grupo durante a pesquisa.

3. Avalie a participação de seus colegas.

(   ) todos do grupo participaram ativamente da pesquisa e da apresentação.

(   ) alguns componentes do grupo deixaram de realizar as tarefas sobrecarregando os outros.

4- Escolhi expressões linguísticas que caracterizem a fala do personagem que se relacionavam com o tema? Sim (  ) Não (  ), Por quê?

5- Consegui utilizar balões pertinentes às falas, pensamento e expressões dos personagens?

 Sim (  ), Consegui parcialmente(  ) Não consegui (  )

6. Faça um comentário sobre o que aprendeu com a Sequência Didática.

7- Numa escala de Zero a Dez qual seria a sua nota e por quê?

8- Numa escala de Zero a Dez qual seria a nota que você atribuiria ao trabalho realizado pelo seu (sua) professor (a) e por quê?

 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALTUSSER, L. “Elementos de Auto-Crítica”. In: Posições 1. Rio de Janeiro, Graal, 1978.

ANTUNES, Irandré.  Aula de português: Encontro & interação. 2ª ed. São Paulo: Parábola, 2003.

DOLZ, J. & SCHNEUWLY, B. Gêneros orais e escritos na escola. Tradução e organização de Roxane Rojo e Glaís Sales, Campinas: Mercado de Letras, 2004.

GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula. 2ª ed. Cascavel: Assoeste, 1984.

LUFT, Celso Pedro. Língua e liberdade. 7ª ed. São Paulo: Ática, 1999.

MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs). Gêneros textuais e ensino.  Rio de Janeiro:Lucerna, 2002.

MARCUSCHI, Luis Antônio.  “Gêneros textuais: definição e funcionalidade”, In: DIONÍSIO, Angela Paiva;

ROJO, Roxane (org). A prática de linguagem em sala de aula: praticando os PCN´s. São Paulo: Educ; Campinas:

Mercado de Letras, 2002.

SERAFINI, Maria Tereza. Como escrever textos. Tradução de Maria Augusta Bastos de Matos. 9ª ed. São Paulo: Globo, 1998.


Webgrafias

 www.prodianascerfeliz.com acesso em 02-10-14 ás 01:08min

 http://en.wikipedia.org/wiki/John_Berger http://en.wikipedia.org/wiki/John_Berger acesso em 02-10-2012 ás 01: 08min


VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS NA APRENDIZAGEM


                A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DAS VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS NA                     APRENDIZAGEM

 O professor tem o dever de possibilitar aos alunos diversos conhecimentos sobre as variantes da língua pelo fato de que nem sempre a língua falada corresponde à escrita. Tanto os gêneros orais ou escritos (SCHNEUWLY & DOLS, 2004) são realizados de forma heterogênea, assim sendo como ensinar-lhes qual gênero devem utilizar em uma determinada situação vivenciada?
 Os alunos precisam saber qual a finalidade de um determinado texto, reconhecendo o gênero textual, os recursos linguísticos (BAKHTIN, 1997) utilizados e o efeito desejado sobre o leitor, assim como devem saber também de que forma escreverão uma receita culinária, um manual de instruções, um e-mail, um recado nas redes sociais, uma carta solicitando emprego, um currículo, as regras de um jogo, um requerimento, uma poesia, uma lista de compras para supermercados, um edital de concursos, uma carta ao leitor, uma notícia, um bilhete para o namorado (a), um texto literário, um discurso para formatura, realizar a leitura de uma propaganda, entre tantos outros gêneros existentes, pois devem relacionar o texto ao seu interlocutor sabendo escolher a melhor forma de utilização das variantes da língua na produção de seus textos, e para isso é fundamental que o professor atue como mediador do conhecimento realizando múltiplas formas de aprendizagem em diferentes contextos, para que o aluno venha perceber os efeitos de sentidos do texto e quais os propósitos do autor. Quando isso acontece o professor pode ter a certeza de ter auxiliado o discente na conquista de sua autonomia para adquirir novos letramentos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.


SCHNEUWLY, Bernard: Dolz, Joaquim/ Campinas: Mercado das Letras, 20.

Comédia de Costumes- Produção Dissertativa (Resenha Crítica).



Plano de Aula- Disciplina: Português

Público Alvo: Ensino Médio Regular- 2ª série

Conteúdo: Comédia de Costumes- Produção Dissertativa (Resenha Crítica).

Tema: “Despertando a consciência crítica através da musica”.

Tempo Previsto: 08 aulas

Objetivos Gerais: Conceituar o gênero literário “comédia de costumes” valorizando a necessidade de o ser humano registrar sua humanidade pela arte. Analisar em um texto, os elementos sintáticos utilizados em sua construção, reconhecer diferentes elementos internos e externos que caracterizam uma comédia de costumes, apropriando-se de tais elementos no processo de construção do sentido literário.  Relacionar o texto literário lido a seu contexto social de produção e recepção.

Objetivos Específicos: Compreender a importância de conhecer diferentes significados para uma mesma palavra e despertar a consciência crítica dos alunos.

Material Necessário: Caderno do aluno volume 01 – Ensino Médio (2ª série, 2012), Língua Portuguesa, dicionários da Língua Portuguesa (o ideal é que se tenha um para cada aluno, caso contrário; dispô-los em duplas.), recursos de áudio para tocar o CD, solicitação prévia para utilização da sala de informática, uma cópia da música para cada aluno da turma, papel almaço, lápis, borracha.

Conhecimentos prévios ou Antecipação do Assunto: Os alunos deverão saber como produzir uma resenha crítica, pesquisar sobre a biografia de Zeca Pagodinho observando a relação de suas composições com a política brasileira e o contexto político atual, pesquisar sobre a biografia de Martins Pena, suas obras, temas abordados em suas composições e um breve resumo da obra: Juiz de paz na roça, de Martins Pena.

Procedimentos Metodológicos:
Dispor as carteiras com os alunos em forma de círculo. Promover um ambiente de harmonia, cooperação, interação dos alunos- professor (estabelecer os combinados). Explicar as etapas da atividade e esclarecer os objetivos. Distribuir as cópias para os alunos acompanharem a letra da música. No centro da sala colocar o aparelho de som com a música: Caviar de Zeca Pagodinho para que eles possam ouvir. Solicitar que observem o refrão da música. Repetir a música para os alunos ouvirem por cinco vezes, (ou mais; se considerar necessário). Discutir com os alunos sobre o vocabulário do texto, que crítica está presente na música? Quais expressões eles consideraram de difícil compreensão? Nessa etapa deixar que os alunos possam encontrar o significado das palavras desejadas; por aproximação (observando a palavra anterior e a posterior), caso não consigam, permitir o uso do dicionário. Para esta etapa os alunos deverão pesquisar as possibilidades de entendimento e o significado efetivo, registrando alguns exemplos nos cadernos. Efetuar a correção oral e compartilhada da atividade. Provocar nos alunos o despertar para acontecimentos políticos através de questões pontuais (livre escolha do professor.) sobre a relação entre os dois compositores, apesar de escreverem em tempos diferentes. Contextualizar a música de Zeca Pagodinho e a obra Juiz de paz na roça (traçar um paralelo entre o fato histórico, literário e o contexto em que a música foi produzida) confrontando com a situação política e econômica do Brasil atual. Utilize a intertextualidade temática a fim de esclarecer sobre o período literário e conceituar a comédia de costumes. Resolução compartilhada das atividades caderno do aluno. Verificar possíveis dúvidas quanto ao vocabulário do texto (música) e esclarecê-las utilizando situações práticas de aprendizagem a partir de exemplos criados pelos próprios alunos. Efetuar correção definitiva das atividades no caderno do aluno colocando um carimbo/ data/ assinatura de atividade realizada. Revisar o conteúdo ensinado através de questionamentos que possam auxiliar o aluno na construção da etapa final da atividade proposta nesta aula. Solicitar aos alunos que produzam inicialmente o rascunho e depois à tinta a versão final da avaliação (resenha crítica), quinze a vinte linhas.

Avaliação: Processual, pontual e contínua, pois, em duplas os alunos produzirão uma resenha crítica sobre o tema e ao final preencherão a ficha de autoavaliação da aula.

Considerações Finais: Espera-se que ao final dessa etapa o aluno seja capaz de posicionar-se de forma crítica e coerente perante aos fatos sociais e políticos que o cercam. Saber utilizar seu ponto de vista de forma crítica defendendo-o com coerência e coesão. Saber ouvir e respeitar a opinião do outro. Construir juntos uma resenha crítica.

Referências Bibliográficas:

Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, edição eletrônica. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

Secretaria de Educação de São Paulo. Currículo Oficial do Estado de São Paulo: 2007.

Caderno do Professor – Língua Portuguesa. 2ª série, vol.1. 2012.

http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Juiz_de_Paz_na_Ro%C3%A7acesso em 01-10-2014.



“PERSPECTIVAS PARA ABORDAGENS DA ESCRITA”



                      TÍTULO: “PERSPECTIVAS PARA ABORDAGENS DA ESCRITA”

O ato da escrita envolve uma sequência de procedimentos cognitivos e ativação neurolinguística. A apropriação da escrita é um processo complexo e multifacetado, que envolve tanto o domínio do sistema alfabético/ortográfico quanto à compreensão e o uso efetivo e autônomo (MARCUSCHI, 2008) da língua escrita em práticas sociais diversificadas. O processo cognitivo é acionado a partir da intenção de produção do texto com o objetivo de realizar a comunicação (processo de interação entre emissor e receptor) desejada para aquele texto.

Para Bakhtin (1997), todas as atividades humanas estão relacionadas ao uso da língua e daí a diversidade de usos e, consequentemente, a diversidade de gêneros que se apresentam inumeráveis. O autor também salienta que toda essa atividade se apresenta por meio de enunciados concretos e únicos que emanam dos integrantes de uma ou de outra esfera da atividade humana. A variedade de uso da língua interliga-se à variedade de situações e contextos da vida cotidiana.

Nesse sentido, ensino-aprendizagem da escrita não pode ser desvinculado daquilo que o aluno já sabe sobre o assunto, cujo tema seja o foco das práticas de redação. A escrita não pode ser concebida como algo desvinculado da vivência de mundo daquele que a produz, mas necessita levar se em consideração os conhecimentos internalizados pelo indivíduo e o seu meio social, pois toda intenção de escrita surge da necessidade de comunicação entre o autor, o texto e seus interlocutores.

É segundo essa intencionalidade; que o produtor de um texto deverá observar os caminhos percorridos para torná-lo objeto de comunicação verificando as condições de produção, as vias de circulação do texto (local social), as informações que o receptor reconhece sobre o texto, os recursos que serão utilizados para que o mesmo venha contribuir para a prática social, ou seja, é preciso que o texto produzido tenha um significado real de contextualização para que certos conhecimentos apreendidos venham ser ativados promovendo assim um encontro do enunciado com o interlocutor.

Diferentes gêneros são produzidos em diversos contextos sociais e cada texto cumprirá sua função a que se destina conforme o objetivo esperado na comunicação (sequências discursivas), a exemplos; ensinar alguém a fazer um bolo para uma festa de aniversário de casamento, oferecer determinado produto para ser comprado pelo consumidor, anunciar a chegada do horário de verão, contar uma história para uma criança dormir, publicar o resultado de uma prova afim de que os estudantes saibam se conseguiram ou não aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio, divulgar os resultados da eleição para que o povo saiba quem será o novo prefeito de sua cidade, em fim são infinitos gêneros e infinitas razões para a produção de um texto.

Tendo elaborado todo esse processo mental o autor realiza um planejamento daquilo que será o produto final de sua intenção de comunicação por meio da seleção do gênero que servirá como viés dessa interação entre o produtor e leitor. Após a seleção do gênero eleito para o projeto de dizer do produtor e a representação que ele faz de seus interlocutores são manipuladas sequências textuais (SCHNEUWLY & DOLZ, 2004) para tornar a intenção em ação. Entre a escrita de uma folha e outras, várias palavras poderão permanecer ou desaparecer de um texto (reescrita), é o momento da organização das ideias, respeitando- se a continuidade sequencial dos fatos e os vocábulos pertinentes ao tema. Esse aspecto é primordial para a compreensão de um texto, pois dele dependerá a coerência do corpo textual, caso contrário perderá sua finalidade.

Ao solicitar a produção de um texto é necessário que o professor faça uma contextualização do assunto a ser abordado, verificar o processo de escrituração, o erro não deve ser visto como algo negativo (escrita como processo retórico-gramatical), pois deve ser utilizado como um termômetro para a verificação dos objetivos alcançados, providenciar estratégias de intervenções didáticas e, inclusive, dar um “feed-back” para que os alunos compreendam “o porquê do erro” (FREIRE, 1997).

O docente deve conceber a abordagem da escrita como um processo textual direcionando a compreender os mecanismos de coerência e coesão textuais, buscando atentar para o funcionamento das macroestruturas do texto acerca da textualização, pois a construção de um texto implica saber o quê, para quê, como e para quem escrever. Para isso professor deverá direcionar o aluno para reconhecer no universo dos gêneros textuais (DIONÍSIO, 2005), qual deles melhor atende suas necessidades de comunicação e, por conseguinte, proporcione ao aluno uma escrita que venha contribuir para sua inserção no mundo contemporâneo.

Assim sendo, verifica-se a propriedade dos gêneros como um mega instrumento privilegiado para utilização da prática docente, com vistas a promover um trabalho com sequências didáticas ou projetos de ensino interdisciplinares, onde a abordagem da escrita deve servir acima de tudo possibilitar aos discentes condições para identificar e recuperar informações literais, despertar o senso crítico, formular hipóteses interpretativas por meio do desenvolvimento de competências e habilidades diante de inúmeras situações de informações, que surgem a cada momento no mundo globalizado, propiciando-lhes oportunidades e igualdades sociais para exercer á plena cidadania.

REFERÊNCIAS

BAKHTIN, Mikhail M. - Os Gêneros do discurso, in Estética da criação verbal- Ed. Martins            Fontes, 1997, p. 279.

DIONÍSIO, Angela Paiva e outros.  Gêneros Textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.         

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. 2. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Linguística de texto: O Que é e Como Se Faz. Recife: Editora da UFPE, 1983.

SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, São Paulo: Mercado de Letras, 2004. p. 95-12